A maior audácia de um indivíduo é sentar-se consigo mesmo.
Olhar o seu caos, a sua dor, a sua dúvida, o seu medo, a sua vergonha. Tudo o que não sabe sobre si — e que, naquele momento, deseja saber. Este é, talvez, o acto mais corajoso que um ser humano pode realizar: não porque seja dramático ou extraordinário, mas precisamente porque é silencioso, interior e profundamente solitário — até ao momento em que deixa de o ser.
A psicoterapia começa exactamente aí: nesse instante em que alguém decide parar. Não para fugir, não para resolver depressa, mas para se encontrar — com tudo o que é, com tudo o que carrega, com tudo o que ainda não consegue nomear.
Este espaço é seu. O que faz com ele, fazemos juntos.